FD - Até quando pretende competir em alto nível? Quais os planos para os próximos anos?
MM - Em alto nível, pelo menos até 2013, e o futuro não sei bem, talvez até 2016. Buscar panamericano, tricampeonato e campeonato mundial e defender a medalha olímpica em 2012.
FD - Quando você e seu técnico, Nélio Moura, passam uma temporada na Europa realizando treinamentos, quais os reais motivos dos investimentos em viagens como estas? Lá, o treinamento é diferenciado? O que você tem acesso mais facilmente do que no Brasil?
MM - Passamos a temporada na Europa por vários motivos, principalmente porque as competições são na Europa e fica mais fácil para se deslocar para as competições, e com isto pegamos a temporada indoor e outdoor.
FD - Na sua última lesão no joelho, onde foi submetida a uma cirurgia com o Dr. Moisés Cohen, como descreve o período da sua reabilitação com o Ft. Maurício Garcia? Como eles te ajudam nesse processo?
MM - Ajudaram-me como sempre, da melhor maneira possível. A visão de um fisioterapeuta que atua com esporte é diferenciada, conhecendo nossas ansiedades, ambições e expectativas, mas sempre respeitando o tempo correto de retorno ao esporte, e isto encontro no Mauricio (Garcia).
FD - Qual a importância que você dá à sua ida para o clube do São Paulo? O que isso implica sua vida como atleta?
MM - Trabalho feliz, no clube do coração e abrindo portas novamente para o atletismo, dando continuidade ao trabalho do lendário Ademar Ferreira da Silva (primeiro bicampeão olímpico do país).